Sinto uma dor que maltrata, me consome e me consola.
É tão única, tão intocável que minha dor eleva meu apreço.
Que dor bandida, que dor ingrata que não me larga,
É malícia de amor, que é dor ingrata que eu não largo.
É um frio tão quente, uma solidão tão alegre.
É solidão de um só, pra você.
Essa dor que me satisfaz como nunca ninguém antes.
Quis pousar, não deu, voou!

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