sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um grito!

É quando te calo
É quando me falo
É quando me vejo aos seus pés
Seu completo vassalo

Seu silêncio me ensandece
E de mão dadas me leva a Babel
Quase que em uma prece
Serve-me em prata seu puro fel

Mas surgi logo, a partir do medo
Toda aquela calmaria
Caminhando em romaria
Faz do paraíso, chão
Perde-se em meus dedos
Fazemos de nós, nossos brinquedos
Em perfeita conjunção

Nada mais é necessário
Eu por ti. Você me basta
Logo joga-me em hasta
Abraçando-me com a certidão
Que aqui, tens abrigo
Que “meu melhor amigo é meu violão”

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sobre a sabedoria

Sabedoria mesmo é fazer nada.
Sábio é o homem que por horas passa a fazer a mesma coisa,
Passa tempos e mais tempos por fazer nada.
O silêncio nos mostra isso.
Como é sábio o silêncio do canto de um pássaro!
E o silêncio do vento uivando entre folhas...
São tão quietos! Poucos ouvidos o alcançam.
A natureza nos entrega o nada
Mas faz bem como nada igual.
Pois é no nada que se enxerga o tudo.
Isso é sabedoria, diplomas não.


Poeta

Um músico, o poeta é o músico do silêncio.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sobre o amor

Como bolas de sabão, por muitas vezes o amor se mostra assim.
Enquanto um as sopra delicadas, o outro feliz (tornando-se infiel como amante) passa por destruir tais delicadezas.
“Aqui, quem ganha sempre perde”, a diversão é a derrota do seu outro eu, e logo a sua.
Verdadeiro amante é aquele que protege e observa as bolas, e sorri ao ver uma das grandes...
As bolas saem como sonhos amorosos, e é aí onde está a cumplicidade, proteger e acompanhar com um largo sorriso os sonhos amorosos de seu objeto de amor.
E assim já é dito de tal forma, o amor:
Que voe e busque o céu, como as bolas de sabão, mas que em certo ponto fique fina até estourar. Que não seja imortal, posto que é chama, mas que voe alegre até o alto, até onde nossos braços não alcancem, sendo infinito enquanto dure. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Saudade

Quanta saudade me bate.
Daquilo que foi dito
Daquilo que não foi dito e feito
Que saudade dos velhos tempos
Aqueles tempos que o chão me bastava
Aquele tempo que só me restava o chão
Aquele tempo que vocês eram meu chão
Aqueles tempos que no chão nós estávamos
Aqueles tempos que mulher era mãe
É que nós nos bastávamos
Amor era amizade, e não tinha porque doer
Amor se resumia em vocês, sem porque nem pra crer
E essa saudade só me mostra o que tenho certeza
Nada substituirá vocês, vocês são minha real riqueza.
Ahh, que saudade gostosa!


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Eu to meio

Ah, hoje eu acordei meio...
To meio, to meio à toa.
O que fazer? Pra quem fazer?
Eu que sei? Estão todos meio assim.
To meio assim, to mais pra mim
Eu to mais.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Felicidade

Sinto uma dor que maltrata, me consome e me consola.
É tão única, tão intocável que minha dor eleva meu apreço.
Que dor bandida, que dor ingrata que não me larga,
É malícia de amor, que é dor ingrata que eu não largo.
É um frio tão quente, uma solidão tão alegre.
É solidão de um só, pra você.
Essa dor que me satisfaz como nunca ninguém antes.
Quis pousar, não deu, voou!  

sábado, 23 de abril de 2011

Falso Brilhante

Este falso brilhante
Que me afronta e me chama
Aquece-me com chama direta da fonte

Passa-se por tão delicada, tão querida,
Mas de longe se vê,
É a coisa mais falsa da vida.

Pois já disse o poetinha,
Que faz muito sentido pra mim:
“Tristeza não tem fim, felicidade sim...”

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vestibulandos (Alternos Internos)

Essa vida que me segue e os fatos que se mostram
Mostram fatos inexatos de negados que se esforçam:
Pra passar em história tem de ser bom em matemática.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Se fossem só crianças



















As brigas durariam um dia, ou até uma hora
Países não existiriam, existiriam diferentes lugares de brincar
Não existiriam potências, existiriam amores potenciais
E os amores seriam pra valer
Não precisaríamos de carro
E de que vale esta máquina pra quem tem um velotrol?
Um mais um seria mais que dois
Futebol não seria negócio, seria diversão
Aliás, não haveria negócio além de diversão
(Ok, cáries seriam um sério problema)
Mas nada atrapalhariam os sorrisos que não parariam de surgir
E os sorrisos também seriam pra valer
Ahhh, a sinceridade! Tanto me atrai para esse mundo infantil
A desonestidade seria extinta
As mentiras seriam grandes, mas só para fantásticas histórias
Mas enquanto esta Terra vive do Nunca
Resta-me crescer. 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Velha Guarda

Dos quatro cantos onde o canto é que enrola
O feliz sorriso tem razão, tem razão de estar ali.
O pensando mais à frente, no futuro bem recente,
Ele há de enrolar, de apelar, de respirar, de beber,
Há de jogar, de chorar, de roer e de serrar.
Vai a Roma,
E ri novamente.

Sono parte 2

.....
E vinte
.......
E quarenta e cinco
...........
E duas e nada.
E de repente são seis!
Num susto e num pulo
Sem saber do que se trata:
- PAAAA! SHHHHHHHHHH!  
A culpa é dele outra vez.

.................

Sem mais, de pé e com estragos,
É hora de escrever.



Sono

..........
Outra vez o despertar incomodava-o
..........
Não perdoava nem um minuto
-SHHHHHHHHHH!  PA!


....................

Sem mais, de pé e sem estragos,
É hora de escrever.




quarta-feira, 30 de março de 2011

Existem dois caras...

1 dá a cara a tapas e sustenta
8 é só preguiça.
1 se acalma e atravessa,
8 nem olha e vai depressa!..
E se vai!
1 balança, mas é forte
8 balança, e com sorte,
Não cai.
Mas vai...
E vai passando olhando o alto,
Acha que sabe chegar lá.
1 sabe que tem lugar garantido
Antes mesmo que se vá.
E se for vai tranqüilo,
Com sensação de dever c(o)umprido
Que foi quieto e bixo grilo.
8 sem mais, insaciado, chorará o acontecido,
Mas como sempre convencido, sairá de pé..

São dois mesmo ou não sou?

Pra começar,

Basta ser escravo das apresentações.