sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um grito!

É quando te calo
É quando me falo
É quando me vejo aos seus pés
Seu completo vassalo

Seu silêncio me ensandece
E de mão dadas me leva a Babel
Quase que em uma prece
Serve-me em prata seu puro fel

Mas surgi logo, a partir do medo
Toda aquela calmaria
Caminhando em romaria
Faz do paraíso, chão
Perde-se em meus dedos
Fazemos de nós, nossos brinquedos
Em perfeita conjunção

Nada mais é necessário
Eu por ti. Você me basta
Logo joga-me em hasta
Abraçando-me com a certidão
Que aqui, tens abrigo
Que “meu melhor amigo é meu violão”

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